terça-feira, 14 de setembro de 2010

A escravidão no Brasil vigorou durante 388 anos, tendo Remover formatação da seleçãodurado desde o seu descobrimento em 22 de abril de 1500, até a assinatura da Lei Áurea (que visava a abolição da escravatura) pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, extingüindo a escravidão no país.

Apesar da distância cronológica e do declínio ocorrido graças aos esforços anti-escravistas que se fortaleceram desde aquela época, ainda são noticiados casos de trabalho escravo ou semi-escravo no Brasil, explorando mulheres, crianças e homens de todas as idades, em especial nas regiões mais pobres do país (como o Norte e o Nordeste), que trabalham como cortadores de cana, bóia-frias e outros trabalhadores de lavoura.



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segunda-feira, 13 de setembro de 2010


A Lei Áurea aboliu a escravidão no Brasil, mas não o preconceito. De fato, 120 anos são poucos se comparados com os 400 anos em que a escravidão foi praticada no país, que deixou marcas indeléveis na pele e na mentalidade dos brasileiros.

Uma pesquisa do Ibope com o Instituto Ethos, publicada no domingo pelo jornal "Folha de S. Paulo", oferece números significativos a respeito.

Segundo a pesquisa, apenas 3,5% dos cargos de chefia nas maiores companhias brasileiras são ocupados por negros, considerando que estes são 49,5% da população do país.

Segundo o presidente da ONG Afrobras e reitor da Unipalmares (Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares), José Vicente, a sociedade manteve intacta uma estrutura excludente e discriminatória com base na cor da pele. "O topo da hierarquia das empresas não é diferente de outros lugares de prestígio e status na nossa sociedade", afirma ele. O mesmo poderia-se dizer da Igreja.

Para as mulheres negras, a situação é ainda mais cruel, já que elas sofrem um duplo preconceito. De acordo com o levantamento Ibope/Instituto Ethos, feito em 2007, não chega a 0,5% a porcentagem de negras em cargos executivos.

Na opinião dos especialistas, uma das explicações para o fato de os negros não alcançarem postos mais altos dentro das corporações é o seu limitado acesso à educação de qualidade.

Outra razão é o preconceito velado. "O senso comum é que o negro não tem qualificação ou competência intelectual", afirma Vicente.

Todavia, ele aponta uma transformação nesse sentido: "A globalização é uma manifestação da diversidade da qual não dá para escapar. As empresas precisam se adequar, pois qualquer pessoa minimamente esclarecida começa a perceber as incongruências e as pressiona. O Brasil não pode ser um país multicultural para quem vê de fora e branco por dentro".